quinta-feira, 29 de maio de 2008

Bombas de creme recheadas com...pimenta.

Estava na cama aproveitando um breve momento de ócio quando o celular tocou.
Do outro lado uma voz gostosa perguntou: - Você quer me ver?
Estremeci. Perdi a fala. Só o que consegui dizer foi "Quê?" E tentei colocar a cabeça em ordem.
Ele repetiu a pergunta e a resposta veio do útero: - Claro que sim!
- Estou indo comprar as passagens. Vou com meu irmão. Chegamos na quarta.
O coração disparou. Os dias que seguiram foram de pura ansiedade.
Às vezes chegava a pensar que eu estava sonhando. e aí eu perguntava: "Você tem certeza que quer me ver?" A resposta afirmativa só fazia aumentar a minha ansiedade e o meu corpo respondia com calor e umidade.

Bem na hora que ele chegou, mandei um recadinho pelo celular: "Bom dia, amor! Seja bem vindo!"
Eles foram para a casa de um outro irmão, descansar da viagem.
A gente combinou de se encontrar num daqueles dias, mas apesar da vontade, não aconteceu.
Chegou o dia dele voltar pra casa. Eu não podia deixar que ele fosse embora assim, sem nem poder tocá-lo, sentir seu cheiro, seu gosto...
Liguei milhões de vezes pra ele, mandei centenas de mensagens...
"Estou usando uma calcinha mini e um vestidinho leve"
"Quero muito te beijar antes de vc ir"
"To muito molhada"
"To preparando creme pra colocar na sua boquinha"
Enchi o saco de todo mundo até que...aos 49 do segundo tempo, eles vieram aqui.
Eu fiquei muuuuuuiitttooooo feliz! Não cabia em mim.

Estava na cozinha preparando bombas de chocolate e creme quando eles chegaram.
Desci até a portaria para encontrar com eles e subimos juntos. Cada um ganhou um abraço apertado, mas ele - meu favorito - mereceu um abraço comprido e um monte de beijinhos.
Depois que todos mataram a saudade, voltei à cozinha para terminar o que tinha começado. A minha calcinha estava completamente inundada. Meu sexo pulsava como se nele houvesse um segundo coração.
Ele veio atrás de mim (já tínhamos combinado isso por telefone). Mergulhei o dedo na panela de creme e dei para ele chupar.
Ele disse "Caralho, como você está linda!"
"Você também" Respondi.
Ele me puxou mais pra perto e me deu um beijo d-e-l-i-c-i-o-s-o. Estávamos num ponto da cozinha que não era visível do restante da casa, mas o tesão aumentava com o medo, a adrenalina correndo pelas veias não deixava parar, eu só queria mais...
Ainda arrepio inteira só de lembrar daquele dia.
Quando ouvíamos o som da aproximação de alguém, fazíamos de conta que estávamos conversando inocentemente, enquanto ele tentava disfarçar o volume que insistia em sobressair na bermuda.
Mas logo que a ameaça parecia sumir, nossos corpos colavam de novo, mãos deslizando, explorando, procurando sentir a geografia um do outro, as bocas juntas, molhadas se lambendo, sugando, beijando, era o limite entre o real e o paraíso. Ele tocava minha vagina e dela colhia o mel que não parava de brotar, levando à boca, sentindo o gosto do desejo que eu sinto por ele. Aquilo me deixava ainda mais excitada, querendo demais provar o sabor do seu sêmen também.
Com a desculpa de mostrar-lhe nosso novo apartamento, aproveitei cada ponto cego da casa para beijar, agarrar, apertar, apalpar, fazer tudo o que (não) podíamos, mas muito menos do que queríamos.
Ao levá-lo a um dos quartos, não resisti. Abri seu ziper e deixei escapar uma maravilha completamente molhada, que não pensei duas vezes em lamber, e depois sugar. Ele segurava meus cabelos, tentando não fazer barulho, mas seu corpo se contorcia de prazer. Pena que não deu tempo de concluir a bricadeira (perigosa).
Voltamos para junto dos outros, conversamos um pouco. Fui buscar as bombas, servi aos meninos e ao restante da nossa família.

Chegou um sms para ele. Na hora eu estava com o seu smartphone na mão, e acabei vendo o teor da mensagem. Era de alguém que, como eu, o ama muito. Fiquei feliz. Alguém especial como ele merece ser amado demais.
Voltei à cozinha pra dar um jeito na bagunça (e pra ficar a sós com ele de novo, lógico). Ele veio em seguida, pediu água.
Abri a geladeira pra pegar uma garrafa, daí ele falou: "Essa não."
Eu sorri, peguei a garrafa assim mesmo, coloquei sobre a pia e me deixei envolver em seus braços e lábios novamente.
A hora dele ir já estava chegando e a saudade já começava a tomar conta do peito, fazendo com que aqueles momentos parecessem os últimos da minha vida.
Foram poucos, foram suaves, mas foram mágicos e perfeitos.

Ele voou de volta para casa, mas sua boca e suas mãos ainda continuam estampadas no meu corpo. Minha memória não cansa de repetir suas palavras. Sua voz, seu toque, o gosto da saliva se tornaram parte de mim.

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