quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Previsão do tempo: Chuvas e Calor

Tinha chovido muito. A cidade inteira estava com medo de um novo temporal que viria a alagar as ruas e deixar todo mundo a uma eternidade de casa.
Quando os primeiros pingos começaram a cair, mandei um recadinho pra ele: "Vamos chover hj?"
Ele respondeu em seguida: "Lógico".
Já estava quase na hora da saída. Preparei tudo para ir embora bem rápido e encontrá-lo no lugar de sempre.
A chuva já caía quando eu atravessei a rua correndo e entrei no carro. Ele me abraçou apertado e me beijou com saudades.
Ele só falou: "Vamos sair daqui". Eu concordei com a cabeça e a cumplicidade nos olhos. E saímos.
A vantagem de um temporal desses é que a cidade toda pára. Para nós é ótimo, pois temos tempo e tudo mais que precisamos para ficar juntos. O trânsito já estava lento, mas ele conhece todos os caminhos e conseguimos sair dali, e chegamos a um lugar só nosso.
Bastou fechar a porta da garagem para o temporal desabar de vez. O som dos pingos do lado de fora foi a trilha sonora de um beijo longo e provocante. Sem perder mais tempo, subimos a pequena escada que dava acesso à suíte. Eu ia na frente, e ele, atrás de mim, apertava e dava mordidinhas no meu bumbum, fazendo cócegas e me deixando toda arrepiada. Nós ríamos como duas crianças fazendo travessuras.
Um giro, dois giros. Porta fechada, a temperatura começa a subir. Ele me pega e, me beijando na boca, tira meu vestido, jogando sobre uma cadeira. Faço o mesmo, despindo sua camisa.
Ele caminha, me guiando pelo pequeno corredor, abrindo meu sutiã, libertando meus seios, voltando a prendê-los entre suas mãos e lábios. Sentada na cama, ele ajoelhado à minha frente, beijando meus seios como um bebê, ouço o som da chuva lá fora, crescendo em volume, como se indicando a medida do meu desejo. Com as pernas, enlaço seu tórax, encosto meu sexo úmido em seu peito.
Ao sentir a umidade do meu corpo ele abandona os seios, senta-se no chão e, puxando delicadamente minha calcinha de lado, prova o sabor do meu desejo em sua língua macia. Eu afasto as pernas deixando o acesso livre para seu rosto, mas não consigo conter o prazer e meu corpo se contorce todo sob o poder daquela boca gostosa, até que um orgasmo lento e intenso me invade, e ele diz: "Adoro quando você goza na minha cara! Hummmm...." O que intensifica ainda mais o meu prazer.
Confesso que fiquei com as pernas moles, mas eu tinha que retribuir a avalanche de sensações que ele me ofereceu. Então, voltei a me sentar na cama, ele se levantou e eu abri sua calça. Alguém já tentava escapar, no que eu ajudei a libertar-se, alojando-o em minha boca. Beijando e sugando com vontade.
Ele me segurava pelo cabelo e gemia baixinho. Em rápidas olhadas para cima eu via o prazer estampado no seu rosto de anjo. Ele me olhava nos olhos, mordia o lábio e jogava a cabeça para trás, se entregando às sensações que minha boca provocava.
Quando sentiu que estava no limite, delicadamente se afastou do meu rosto, dizendo: "Agora não. Quero aproveitar você o máximo". Eu fiquei de pé, à sua frente e ele me beijou, me envolvendo toda nos seus braços. Terminamos de nos despir. Ele observava meu corpo (que não tem nada de admirável) com atenção em cada detalhe, tocando com as pontas dos dedos, como se para reconhecer-me às cegas.
Delicadamente me deitou e, sem tirar os olhos dos meus, deitou-se sobre meu corpo, me tocando, me cheirando e me beijando a cada centímetro de pele nua. O tempo pareceu parar.
Nos entregamos ao calor dos nossos corpos, deixando que a paixão ditasse o caminho. Por um momento esquecemos a chuva, a rua, a vida lá fora. Éramos só nós dois, e a previsão do tempo para nós era CALOR, MUITO CALOR.
Acordei, já havia anoitecido. Ele dormia ao meu lado. Fiquei observando aquele soninho sereno, fazendo carinho nos seus cabelos. Ele despertou. Perguntei: "Você não tinha que ir trabalhar?"
Ele: "Não consegui sair com essa chuva". E rimos juntos da nossa travessura.
Já que tínhamos a natureza como nossa cúmplice, resolvemos dar asas à nossa natureza, e, em meio a beijinhos, abraços, mordidinhas, cócegas e carinhos. Começamos outra vez.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Férias Perfeitas - Ep. 7

Eu estava deitada na rede, ouvindo a música que ganhei, ininterruptamente, tentando aprender a letra. Com os olhos fechados minha imaginação viajava na melodia e às vezes um leve sorriso me brotava dos lábios.
Foi assim que ele me viu, embalada à brisa fresca da tarde que anunciava a chuva. Ele parou ao meu lado, ficou me observando em meu sorriso distante, passou o polegar pela minha boca úmida ao som de "beijar-lhe os lambidos lábios polpudos de mulher...".
Supreendida, abri os olhos, ri um riso largo pela alegria em vê-lo tão cedo, e pulei em seu abraço como uma criança.
Ele perguntou o que eu estava ouvindo com aquela cara de safada. Passei para ele um dos fones e ouvimos juntos toda a música. Contei a história da música. Ele ficou com uma pontinha de ciúmes. Como podia alguém que jamais tinha me visto oferecer uma música que combinasse tanto comigo?
"Esse é um mistério que não tenho a pretensão de resolver, meu amor." Foi a minha resposta, pouco convincente mas absolutamente verdadeira.
Os primeiros pingos da pesada chuva de fim de tarde já começavam a cair. Recolhemos a rede e entramos. 
Enquanto ele tomava um banho, fui preparar um suco para nós. Ele se aproximou, o corpo respingado do chuveiro, apenas uma toalha na cintura. postou-se atrás de mim, que inocentemente lavava a louça, encheu a mão com a minha nádega direita e cantou baixinho no meu ouvido: "...se Mefisto nem Cupido, um pobre diabo, um diabo qualquer distraído que perdeu seu patuá sucumbiria...", mordiscando a minha orelha e beijando meu pescoço. No que eu arrepiei inteira e acendi, como um lança-chamas.
Larguei toda a louça de lado, virei de frente para ele e me deixei sufocar pelo seu beijo.
Ele levantou meu vestido e sua mão passeou por dentro da minha calcinha, enquanto a outra me prendia pela cintura, colada em seu corpo, que apesar do cheirinho do banho já havia enxugado com o calor que lhe exalava dos poros.
Quis puxar a toalha, mas ele, fazendo charme, segurou. Me pegou pela mão, indo para o quarto.
Pegou o violão, sentou na cama e começou a executar as primeiras notas da introdução de Circe Cabaret e a cantar.  Eu sentei no outro extremo da cama para apreciar o show particular e quando ele terminou a última frase: "...vertendo o leite ao vestíbulo ardente do ventre. Impenitente em seu colo adormecer" eu estava com cara de boba apaixonada. Com o indicador fiz para ele sinal de "vem cá". Ele deixou o violão de lado e veio de gatinho pelo colchão até mim. Eu beijei sua boca, ardendo de desejo, dizendo: "me ama como se fosse a última vez".
E ele me amou. Não houve parte do meu corpo que tenha escapado à textura úmida da sua língua, à suavidade das suas mordidas e à firmeza dos seus dedos. Parecia não haver mais ninguém no mundo além de nós, esquecidos das horas, perdidos na doce aventura dos nossos corpos. A noite já tinha caído quando ele me despertou com um beijo e uma carícia nos cabelos.
Olhei bem lá dentro dos seus olhos. Confesso que não sei explicar o que senti naquele momento.
Mas entendi que mesmo que aquele momento fosse o último, seria eterno.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Circe Cabaret

O autor dessa música, sem nunca ter me conhecido, disse que ela se parecia comigo. (Porque será?)

Autor: Diego Silva

Ronda terna, tenra e tesa
qual gira em torno à mesa
a lasciva natureza
beleza e malícia.

Há tempo oculta as máculas
de sua carne cálida,
insinuante, astuta e pálida,
em parcas vestes de odalisca.

Sugere beber à calma mediante singelo sorriso.
Soam súbito estonteantes guizos 
em meu pensamento um tanto quanto enfermo.

Que requer vender minh'alma a troco pelo apreço aquilo à doce fêmea,
o dorso esguio, símbolos tingidos na espádua efêmera.

E tanto fácil Fausto é falso
e se Mefisto nem Cupido, um pobre diabo, um diabo qualquer
distraído que perdeu seu patuá 
sucumbiria
Às recurvas ancas
ao levantar-se lânguida, soerguendo-se às anáguas.
E os olhos oscilantes 
ante os dedos repousantes nas vigorosas nádegas.


Ronda terna, tenra e tesa
qual gira em torno à mesa
a lasciva natureza
beleza e malícia.

Há tempo oculta as máculas
de sua carne cálida,
insinuante, astuta e pálida,
em parcas vestes de odalisca.

Sugere beber à calma mediante singelo sorriso.
Soam súbito estonteantes guizos 
em meu pensamento um tanto quanto enfermo.

Que requer vender minh'alma a troco pelo apreço aquilo à doce fêmea,
o dorso esguio, símbolos tingidos na espádua efêmera.

E tanto fácil Fausto é falso
e se Mefisto nem Cupido, um pobre diabo, um diabo qualquer
distraído que perdeu seu patuá 
sucumbiria
Às recurvas ancas
ao levantar-se lânguida, soerguendo-se às anáguas.
E os olhos oscilantes 
ante os dedos repousantes nas vigorosas nádegas.


Sentar-lhe uma bela palmada ao traseiro carnudo
e lamber-lhe os lábios beijados,
beijando seus lambidos lábios polpudos de mulher.
Cravar-lhe famélicos dentes ao seio desnudo,
vertendo o leite ao vestíbulo ardente do ventre
Impenitente em seu colo adormecer.


Sentar-lhe uma bela palmada ao traseiro carnudo
e lamber-lhe os lábios beijados,
beijando seus lambidos lábios polpudos de mulher.
Cravar-lhe famélicos dentes ao seio desnudo,
vertendo o leite ao vestíbulo ardente do ventre
Impenitente em seu colo adormecer.