quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Férias Perfeitas - Episódio final

Como diz o clichê: "Tudo que é bom dura pouco". E como um sonho bom, minhas férias também chegaram ao fim. Acordei de manhã e fiquei sentada na cama observando o sol entrar pelas frestas da janela, pensando na volta para a dura vida real: trabalho, família e tudo mais. Ali do lado meu amor dormia, ainda cansado na nossa última noite.
Não sei quanto tempo fiquei ali parada, pensando nisso. O transe foi quebrado pelo barulhinho do meu amor se espreguiçando e me dizendo o mais doce "Bom dia". Ele passou o braço pela minha cintura e me puxou para si. Eu me deixei levar e deitei a cabeça em seu peito, olhei em seus olhos e sorri. Ele percebeu o que se passava no meu coração. Acarinhou meus cabelos e disse: Em vez de sofrer por causa do que ainda vai acontecer, porque a gente não aproveita o que está acontecendo agora? Ainda estamos aqui juntos, não estamos? Toda sua ternura me encheu de alegria. Me virei de frente para ele e beijei seus lábios, seu rosto...e quanto mais beijava, mais vontade de beijar eu tinha. Ele me envolveu em seus braços e se colocou sob o meu corpo. Ficamos ali, beijando, pele com pele, os pelos se tocando, as mãos brincando de explorar os corpos, as línguas de explorar as bocas...logo nossos sexos deram sinal de desejo. Paramos, nos encaramos em silêncio. Eu me pus de joelhos na cama, com o quadril ainda em cima dele, e ele se sentou e cruzou as pernas sob mim. Eu encaixei nossos corpos e deslizei suavemente até que ele me penetrasse. A cada centímetro seu que avançava dentro de mim, mais aumentava o meu prazer. Ficamos unidos por alguns segundos, nos acariciando, pompoando, até que não me contive e comecei a mexer os quadris. Uma onda de prazer me atingiu. Olhei seus olhos, que quando abriam, brilhavam, e logo fechavam novamente, absorvidos nas sensações que lhe percorriam o corpo.
Ele gemia, mordia os lábios, olhava para mim. Eu acelerei. E os leves movimentos cresceram se transformando numa vigorosa cavalgada. Nossos gemidos se confundiam, nosso suor se misturava, unindo nosos corpos numa liga perfeita.
E quando o nosso prazer expldiu, sentimos que o mundo era só nosso. Tempo e espaço eram nossos, e de nada adiantava a vida tentar mudar. Mesmo afastados pelo espaço, estávamos ligados pelo coração.
No momento da partida apenas um forte abraço e uma promessa sussurrada: "Você vai estar sempre comigo."

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