terça-feira, 17 de novembro de 2009

Carente

Tenho andado meio carente esses dias. Às vezes sinto falta de um abraço, beijos de uma boca cheirosa, dar e receber carinho. Eu deveria sentir necessidade de tudo isso com alguém especial (pelo menos é isso que a nossa convenção social ensina), mas engraçado, quando eu penso em momentos de intimidade, vários rostos me vem à mente. Alguns possíveis, outros nem tanto.
Lembro de um dia em que fomos um grupo de amigos jantar em uma churrascaria. Era aniversário de uma amiga nossa e fomos todos celebrar a data. Um dos colegas, o Leo, que já foi citado em um conto anterior, estava lá. Desde a última vez nós nunca mais tivemos nenhum tipo de contato íntimo, somente as conversas rápidas no corredor, que nunca retornaram àquele episódio. O fato é que ultimamente o Leo andava me olhando diferente. Andava se arrumando mais, mudou detalhes que passariam despercebidos se não estivessem sendo observados.
Naquele dia, na churrascaria, todos estávamos nos divertindo muito. Confesso até que bebi um chopp, mas nada que me fizesse perder o controle. Leo sentou-se ao meu lado, e de vez em quando escorregava a mão pela minha perna. Fingi que não era nada demais e deixei que ele continuasse, já que estava muito gostosa aquela brincadeira. Não obstante me deixou com os mamilos intumescidos e a vagina úmida.
Leo sabia me tocar com um tom de casualidade que não permitia a ninguém perceber o que acontecia, só nós dois.
Ao fim do jantar, já era bem tarde. Ele então se ofereceu para ir comigo até o ponto de ônibus.
No caminho perguntei a ele se ele se importava em me levar até minha casa (eu estava cheia de segundas intenções e ele percebeu no meu olhar). Tomamos juntos o ônibus e viemos conversando trivialidades, embora nossas coxas estivessem tão coladas que pareciam querer ocupar o mesmo espaço, e nossas mãos vagassem displicentes por partes estratégicas dos nossos corpos.
Quando chegamos convidei-o para subir até o apartamento. Ele não pensou duas vezes, me acompanhou. Nas escadas, evitei acender a luz, liberando para carícias mais ousadas. Ele então enfiou a mão por baixo da minha blusa, alcançando meus seios e apalpando por cima do sutiã. No caminho entre o segundo e o terceiro andar, parei na escada, puxei-o pela mão e lhe dei um beijo na boca, que foi retribuído com muita vontade. Enquanto as bocas continuavam grudadas, as mãos deslizavam pelo nosso tórax e costas, pescoço, cabelos, e desciam de volta. Ele apertava meu bumbum com a outra mão e me beijava até me tirar o fôlego.
Subimos correndo, já loucos de desejo. Abri a porta para nós dois e tranquei com a chave. Ele me olhou com cara de safado, aquele riso de canto de boca, eu o abracei novamente e beijei sua boca, trazendo-o às cegas pelo corredor até o quarto. Tiramos nossas roupas com pressa, eu ansiava por sentir meus seios encostarem-se no seu corpo. Ele pegou cada um e mamou com entusiasmo. A outra mão verificando minha excitação. Me sentei na minha cama. Fiz menção de chupá-lo, mas ele, surpreendentemente me impediu. Em vez disso me disse para manter a boca entreaberta, com a lingua entre os labios. Assim fiz e ele começou a acariciar meu rosto com a cabeça do penis, às vezes molhando na ponta da minha língua, às vezes passando por ela só para deixar uma gota da sua lubrificação que surgia a todo instante. Tive meu rosto totalmente afagado pela pele macia e fervente daquele penis rosado. Mas, como não sou de ferro, quando ele passou para deixar mais uma gotinha na minha língua, abri a boca de deixei toda a cabeça escorregar para dentro. Ele não reagiu, pelo contrário, gemeu gostoso e começou a enfiar mais, fazendo vaivem na minha boca. Ele enchia minha boca toda vez que empurrava, encostando até a garganta. Cuidei para não arranhá-lo com os dentes. Ele falou que minha boca era macia como algodão. "Nunca ninguém me chupou tão gostoso quanto você."
Controlando para não gozar ele me deitou na cama. Afastei minhas pernas para que ele tivesse uma visão completa da área de lazer que esperava por ele. Ele segurou bem firme meus joelhos, mantendo as pernas abertas e começou a lamber meu clitoris com a língua molhada e macia. Seus movimentos eram firmes, o que me deixou a ponto de gozar na cara dele. Quando ele percebeu isso, disse para mim: "Agora vou meter em você, pois quero sentir sua boceta massagenado meu pau quando você delira". Dito isso ele se encaixou no espaço entre as minhas coxas e mirou certinho a minha vagina que já estava pulsando, louca para gozar. Quando ele entrou, pode sentir os movimentos de pompoar que eu fazia já involuntariamente, tamanho era o meu tesão. Ele entrou todo, empurrando até o fim e ficou um segundo parado, sentindo minha vagina massageá-lo. Eu estava tão excitada que gozei sem ele se mexer. Ele percebeu os movimentos se intensificando e começou a bombar, me chamando de gostosa, boceta chupadora, trituradora de caralho. Aquilo aumentou o meu tesão novamente e me fez gozar pela segunda vez. Ele também não aguentou e gozou abundantemente dentro de mim. Senti o seu leite quente sendo lançado contra o colo do útero e senti uma onda nova de prazer. Ele ainda pulsava dentro de mim, suando, ofegante. Eu também estava coberta de suor. Decidimos tomar um banho.
No chuveiro ele ainda lambeu meu clitoris já sensível depois de tantos orgasmos e me deu mais um pequeno deleite, me fazendo derramar minha lubrificação em sua mão.
Depois de nos vestirmos, levei-o até a portaria e nos despedimos como dois amigos, demos um abraço e ele foi embora, sem deixar margem a comentários.
No dia seguinte agimos como se nada tivesse acontecido. Ninguém comentou sobre o sumiço dele, nós tambem mantivemos o silêncio até que ninguém mais tocasse no assunto. Esse é o nosso segredinho.

Nenhum comentário: