sábado, 11 de dezembro de 2010

Eu, tu, ele.

Pintura em cerâmica grega.
Enquanto ajeitava a liga rendada na coxa, eu pensava: Como será?
Eu estava tensa, preocupada com nossa aventura, nossa tão esperada aventura a três.
O que, no começo era só fantasia, só pensamentos picantes revelados na cama, agora seria pra valer. E eu me vesti pra caçar. Ele pra observar, e curtir. Mas eu estava tomada de ansiedade. Mais uma camada de rímel, perfume, pronto. Vamos?
Ele me olhou de cima a baixo e sorriu. Só. Foi o bastante pra me cobrir de auto confiança, pendurar um sorriso no rosto, pegar a bolsa e sair. Não sem antes um beijo na sua boca e um sussuro: "delícia".
Hora da caça.
O táxi já estava nos esperando. Ele deu as instruções ao motorista e nós seguimos para a boate, esperando que aquela noite nos rendesse experiências inesquecíveis.
Chegando lá, a música era contagiante, o ambiente confortável. Resolvemos ir ao bar. Pedimos uma bebida e com sua mão na minha coxa, começamos a observar a movimentação de pessoas.
Não sei se por efeito do drink, da mão na coxa, da situação inusitada ou por causa de tudo junto, eu estava muito, muito excitada. Até aquele momento não parecia haver ninguém que interessasse tanto assim, e ficamos umas boas horas entre o bar e a pista, ora dançando, ora tirando um sarro, ora bebendo alguma coisa refrescante pra segurar o desejo.
Foi quando parei de olhar para os 180º a nossa volta e, num giro de 360º, encarei o barman. Um louro, de olhos verdes, sorriso e ombros largos e uns braços...
Acariciei meu bebê, indiquei a direção, ele olhou, me sussurrou um "safada", deslizando a mão por baixo do meu vestido e sentindo a umidade. Aprovou. A calça revelava o pênis duro e eu juro por tudo que a minha vontade era de levá-lo para um canto e dar para ele ali mesmo naquela boate. Mas prosseguimos com o plano, e eu fui, sozinha até o barman pedir uma bebida e tentar trazê-lo para a nossa brincadeira. Bebê me observava cada movimento de longe.
àquela hora o bar já estava ficando vazio, as pessoas já tinham se arranjado pela balada e o barman já não tinha mais tanto trabalho. Aproveitei que ele enxugava um copo, me aproximei exibindo o decote e o meu sorriso mais malvado, um olhar em direção do seu quadril, em seguida direto nos olhos e disse: -- Sabe, meu namorado ali fantasia comigo preparando drinks para ele. Seria muito pedir pra eu entrar aí e você me ajudar a preparar um drink para nós?
Ele achou graça do pedido, ficou um pouco desconfiado, mas depois de um olhar 43, um sorriso e uma mordida de lábio, olhou para os lados e me deu o sinal verde.
Diferente do que ele esperava, sentei sobre o bar e deslizei para o outro lado, não sem antes deixá-lo ver que eu não vestia calcinha, apenas as meias 7/8 e a liga rendada sob o vestido. Ele aprovou. De longe, bebê sorriu com a ousadia. Levei o barman até ele e perguntei: -- Olá, gracinha, o que quer beber hoje?
-- Não sei, o que me sugere?
-- Que tal um pouco de leite?
-- Perfeito. Me dirigi ao barman, roçando a coxa entre as suas: -- Me ajuda com isso? -- Claro! E ia se dirigindo ao freezer para pegar o leite de caixinha. Deixei que fosse, pisquei para meu amor e quando ele voltou, peguei uma taça de conhaque, derramei um pouco de leite gelado e falei para ele: -- Obrigada, mas precisamos esquentar um pouco isso aqui. Dito isso, segurei-o pela cintura e lhe beijei. Deslizei as mãos pelo corpo malhado e senti o pênis em ereção. Bom. Segurei ali. Abri o zíper da calça e coloquei para fora, iniciando uma punheta, que meu bebê observava atentamente. Ele dizia, sem tirar os olhos da minha tarefa, que estávamos buscando um parceiro para nós dois naquela noite, que gostamos muito dele, e perguntou o que ele achava da idéia?
O rapaz, entre um espasmo e outro (ele já estava na minha boca), alternando o olhar entre mim e ele, disse que não podia sair antes de fechar e topamos esperar. Acelerei a gostosa mamada e quando percebi que ele iria gozar, peguei a taça com leite, e deixei todo o esperma jorrar dentro dela, dando em seguida, para meu bebê tomar. -- Pronto delícia, aqui está o seu drink.
Ele tomou a taça das minhas mãos, me deu um delicioso beijo de língua e, comigo debruçada no balcão partilhamos aquela bebida especial. O barman se aproximou e encostou o pênis na minha bunda, esfregando e sentindo a minha umidade que escorria por entre as pernas àquela altura.
Voltei para o lado de fora do bar, ficamos por ali conversando com o moço, esperando fechar a boate e liberarem o lindo. Henrique era seu nome. Na saída pegamos um táxi e fomos direto a um motel um pouco afastado dali, bem perto da praia.
Era uma sensação gostosa, eu no meio e os dois acariciando minhas coxas, as duas mãos masculinas manipulando meu sexo já louco de desejo.
Chegamos na suíte. Pedi aos dois que sentassem na cama e tirei o vestido, ficando só com as meias e o sutiã preto. Delicadamente aproximei as duas cabeças em direção aos meus seios e os dois beijaram, cada um o seio que lhe cabia, e eu tocava o penis de cada um, com cada uma das mãos. Uma deliciosa brincadeira de simetria. Em seguida afastei os seios, aproximei as bocas e vi os dois se beijando. Ajoelhei e comecei a beijar os dois pênis duríssimos, alternadamente.
Ele sentou mais para o meio da cama enorme, eu fui de gatinho até ele e encaixei meu corpo no seu. Gemi alto. Comecei a rebolar devagar. Chamamos o moço. Ele veio, me beijou, acariciou meus seios.
Vestiu uma camisinha, lubrificou meu cuzinho e iniciou uma penetração dupla. Eu estremecia de tanto tesão. Aquilo era simplesmente delicioso! Quando os dois estavam perfeitamente encaixados em mim, pude sentir seus vaivém. Seus corpos suados se deleitavam com o meu, e eu com os deles. Fui possuiída por um orgasmo poderoso que me deixou sem pernas, nem braços, nem nada. Bebê me pegou ainda mole, me deitou de lado e se encaixou entre as minhas pernas. Disse a Henrique: -- Olha isso. E iniciou uma série de estocadas rápidas e fortes, que me levaram a um orgasmo instantâneo. Eu fiquei louca. Mas as baterias recarregaram na hora, e trocamos de lugar. Agora era Henrique que estava embaixo e ele por trás. Eles meteram gostoso até me fazer gozar de novo.
Meu querido me abraçou. Eu estava ofegante, suada, cabelos grudados nas costas. Ele afastou meu cabelo, beijou meu pescoço, provocando um arrepio e me disse baixinho: -- Divide comigo agora, gostosa?
Eu ri. --Claro, meu amor...
Inclinei o corpo para Henrique, que me beijou gostoso. Então disse: -- Cuida dele pra mim?
Ele também riu. Beijei-o novamente, e ele saiu debaixo de mim. Então me deitei de costas. Eu estava ansiosa pra ver e sentir aquele momento. A adrenalina corria em jatos pelas veias. Agarrei meu bebê pelos cabelos e, entre um beijo, uma mordida e outro beijo disse: -- Me fode.
Ele me penetrou com força. Eu gemi alto. -- Gostosa! -- Tesão! Vem, Henrique...
O moço chegou perto, com os dedos besuntados de lubrificante, preparou meu bebê e foi penetrando-o primeiro devagar, depois, num só movimento, arrancando dele um grito de prazer.
Era uma sensação nova, deliciosa. Ver meu lindo louco de prazer foi a coisa mais incrível daquela noite. Eles me pressionavam o corpo, empurrando. Aqueles dois homens, interconectados, ligando-se em mim pelo meu homem... seus pesos, suores, gemidos, tudo se juntou num caleidoscópio de prazeres e eu delirei, nós deliramos. Gozamos em sequência: Bebê, eu e Henrique.
Ficamos exaustos.
Henrique foi tomar banho, eu fiquei acariciando meu lindo, na cama, beijando-o e mimando-o. Cada vez mais apaixonada.
Quando Henrique retornou, fomos tomar banho. Já era manhã. Deixamos Henrique dormindo, pagamos a conta e fomos para casa descansar, só nós dois, encaixados, abraçadinhos como sempre.


Me alimente

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Crystal

É nesses dias de ócio que me desperta a fera
Que por dentro devora, e sai e entra
Serpenteia em fogo, consome, arde
E deseja a ti, para domá-la.

Nesses dias de nada em nada
Me enrosco no meio de mim
em busca de um pouco de ti
que já se foi mas ainda está

Ainda é

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Delírios

De olhos fechados sinto a presença. O toque de pétala no meu lábio. Doçura.
A mordida, a vontade que acende.
Reconheço o cheiro. Perfume e suor, assinatura sensorial que me instiga, que me agita.
Mordo o lábio, mais uma vez. Morde-me.
Onde estás que não entre meus braços, entre minhas coxas?
Um roçar de pele, acelero.
Dedos sob os cabelos, os pelos sob os meus dedos. Úmido, suor, desejo.
Sinto a língua: macia, morna, molhada. Desliza pelo contorno do meu sexo. Lambe-me.
Em mim, uma força cresce, amplia-se. Excita-me.
E à medida que acelero, batidas, compassos, suspiros,
Me contorço louca, pronta. Penetra-me.
Contigo dentro do copo, dentro da alma, vibro. Explode-me.
Prazer incontido, alegria ilimitada, alívio, paixão.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Shibari, doce de leite etc

Bebê...
Desde que entrou na minha vida, muita coisa já mudou em mim. Quer dizer, não mudou, já estava lá. Só encontrou uma porta aberta pra sair.

Naquele dia estávamos combinando a data do novo encontro, alguns detalhes. Ele se queixava da preguiça de cuidar da casa.
Eu e meu incorrigível instinto maternal, já tinha pensado nisso. Por essa razão decidi ir um dia antes, para ajudar a arrumar tudo.
Ele sempre demonstrando preocupação, dizia que não queria, até eu deixar escapar que o "serviço" não seria gratuito.
Bebê gostou da idéia, e pediu mais detalhes. A bem verdade eu não tinha pensado em nada muito elaborado, mas a partir daí a imaginação começou a fervilhar.

Imaginei nós dois chegando em casa. Ele fecha a porta e eu logo o abraço por trás, beijando seu pescoço e pedindo sexo rápido e sem preliminares. Mais que depressa, subimos pelas escadas sem descolar as bocas, a carne em urgência, deixando um rastro de roupas, como João e Maria, pelo caminho até os lençóis.
O sexo rápido se estende pela madrugada e dormimos nos braços um do outro, satisfeitos e felizes.

Pela manhã, bem cedo ele desperta. Hora de trabalhar. Faço de conta que durmo, pra ele não chegar atrasado. Espero que ele saia, me levanto, tomo café com pão, escovo os dentes e começo pelo andar de cima a organizar toda a bagunça acumulada.
Depois de limpar tudo, preparo uma comidinha gostosa pra ele almoçar quando chegar, e por fim, tomo um banho gostoso e volto para a cama, descansar e esperar por meu bebê.

Ele chega, fica surpreso por encontrar tudo brilhando. Me chama: --Bebê? Eu não respondo. Deixo que ele suba até o quarto.
Ele entra, eu finjo que desperto. Chamo para que se deite comigo, beijo sua boca e convido pra almoçar.
Mas ele não tem fome de almoço. Passou o dia pensando em voltar para entre minhas coxas. Sua fome é outra. Fome de mulher. E por isso mergulha de boca na entrada entre as minhas pernas, me sugando, me arrancando gemidos profundos e loucos. E não demoro a gozar na sua boca. Caudalosa.

-- Bebê, vamos almoçar agora. Você ainda tem que me pagar, esqueceu? -- digo a ele.
Ele, excitado como uma rocha, tenta resistir, mas por fim obedece.
Visto um robe, ele veste shorts e descemos para almoçar.

Depois de comermos e limparmos tudo, sugiro a ele que tome um banho relaxante e venha para o quarto descansar.
Ele vai. Eu aproveito para providenciar a corda macia de poliéster que ele deixou guardado num canto da área. Pensamentos pervertidos percorrem a mente.

Eu subo com a corda, gelo, água, doce de leite. Acho que não falta nada.
Ele sai do chuveiro enrolado na toalha. As gotinhas de água ainda sobre os ombros, os cabelos úmidos, um sorriso safado.
--Vem cá, bebê. -- Chamo.
Ele vem, me beija, me abraça, eu me afasto. -- Não bebê, chegou a hora do pagamento.
Ele me olha sem entender. Eu pego a corda. -- Me dá as mãos.
Ele mostra os pulsos. Eu pego gentilmente e começo a trançar a corda, fazendo o nó que aprendi na internet e treinei exaustivamente em casa, nos tornozelos.
Prendo seus pulsos. Ele de joelhos me olha. Ajudo-o a se deitar. Pego a faixa de cetim, vendo seus olhos.
-- Bebê, você agora vai relaxar e se entregar pra mim, tá bom? Vou brincar com os seus sentidos, se você não gostar de alguma coisa avise que eu paro imediatamente.
Ele acena com a cabeça, e sorri.
Eu beijo sua boca, primeiro suave, depois com mais vontade, mais desejo.
Minhas mãos deslizam pelo corpo ainda úmido, ele arrepia, a respiração acelera. Seu corpo começa a dar sinais.
Coloco um pouco de óleo nas mãos, aqueço e encosto na pele fria, ele suspira. Massageio seu corpo, sentindo sua pele sob as mãos, seus pelos. Meu coração quer sair pela boca, e essa quer porque quer o gosto desse homem-menino ali, indefeso. Maldade.
Seu corpo é uma tentação. Não resisto, começo a beijar. Pescoço, mamilo, peito, barriga. Ele aquece. Eu saio, fico um segundo sem tocá-lo. Ele pensa que está só. Até que chega o cubo de gelo.
Toco com ele seus lábios. Ele lambe, bebe as gotas de água que escorrem da pedra. Escorrego pelo queixo, pescoço... deixo uma gota cair. Ele estremece de leve.
Ainda com a pedra, desenho o contorno dos mamilos. Estes se arrepiam, eu não resisto, chupo um depois o outro. Durinhos. Doces... pego o sachê de doce de leite, abro a pontinha, cubro a ponta do mamilo com ele. Ele ri. Docinho...
Difícil resistir o desejo de encaixar meu corpo no dele. Estamos os dois prontos, esperando por isso, mas eu não me deixo levar pelo instinto. Com a pedra de gelo na boca, ora dentro, ora fora, desenho arabescos em seu corpo. Ele arrepia. Ele excita. Ele está ereto. Mas minhas mãos ignoram essa parte e desce acariciando as coxas, seus pelos. Minha boca acompanha. Meu cabelo desliza pela pele. Ele está quieto, entregue.

Uma gota surge. Seu gosto, eu quero. -- Quero beber você.
Ele sorri.
Entre suas pernas, coloco seu quadril em minhas coxas. Observo.
-- O que foi? - Ele pergunta. Silêncio.
Primeiro meus cabelos caem sobre a pelve nua. Ele sente meu hálito morno na pele. Silêncio.
Os lábios molhados de saliva encostam na ponta macia e úmida. Seu gosto. Eu gosto.

Lentamente deixo a boca envolver, quente, molhada, molhado. Eu gosto.
As mãos deslizam pelo peito, a boca sobe e desce, sugando, sentindo o gosto, o tato, o cheiro.
O gemido. Olho de soslaio. Lá está a beleza do homem. Meu peito pulsa, acelero.

É como se o tempo acelerasse junto. Movimento, respiração, movimento, batidas, tudo mais rápido. Quero beber você.

E o jato morno enche a boca. Seu gosto. É bom. Agora sou eu que me deleito com o prazer dessa refeição. Silêncio.

O tempo desacelera. A respiração se acalma, o coração também.

Liberto os olhos, liberto as mãos. Recebo um beijo em recompensa.
Beba. Seu gosto na minha boca.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Matando saudades na casa da praia

Um amigo querido havia nos cedido sua casa de praia para passarmos o feriado. Foi muito bem vinda, já que havia hóspedes em casa e meu amor ia ficar meio sem jeito de ficar lá comigo, já que não poderíamos fazer amor em alto e bom som, nem em qualquer canto da casa.
Assim que ele chegou no aeroporto, alugamos um carro e fomos direto para lá. Chegamos já nos arrancando as roupas, jogando por toda parte, tamanho era o nosso desejo. A gente ainda não sabia direito onde ficavam os cômodos, então começamos pela sala mesmo. Ele me atirou no sofá, daquele jeito dele. Eu caí com as pernas abertas de propósito, e ele mergulhou entre elas, rasgando a minha calcinha e enchendo a boca com a minha carne úmida e quente.
O prazer foi imediato, aquela boca macia, a língua habilidosa fizeram o milagre da multiplicação dos orgasmos. Não demorou e eu gozei em sua boca mais de uma vez. Eu já ofegava, quando ele me penetrou sem cerimônias, e eu gemi, com seu pênis definitivamente acima da média me rasgando de novo, apesar da lubrificação total. Cada vez que ele chegava era como se eu perdesse novamente a virgindade. Mas era bom demais senti-lo dentro de mim outra vez. Era bom demais ter meu homem de volta.
Ele me pegava pelo quadril e eu me inclinava para beijar sua boca enquanto balançava os quadris como louca. Ele me disse: Minha mulher, minha vadia, que saudade eu senti de você!
E eu falei: É? Então mete pra dentro e mata essa saudade da gente... E ele foi mais fundo, empurrando o colo do meu útero, nossos corpos suando sem parar, nossas bocas famintas pelas nossas bocas. Ele me pegou no colo, sem sair de mim, e me levou pelo corredor da casa, achando um quarto arrumado. Mas em vez de me colocar na cama, ele me encostou na parede, me prensando contra seu corpo e continuou me penetrando com a força de um animal no cio. Dessa forma eu podia olhar seus olhos verdes à mesma altura dos meus. Deus, como eram lindos! Me entreguei, me joguei, meu clitóris roçava os pelos da sua barriga, o tesão foi crescendo, crescendo e tive um novo e demorado orgasmo. Ele sentiu o caldo quente escorrer e acelerou as investidas, ejaculando uma grande quantidade de seu leite dentro de mim. Estávamos de pernas bambas. Ele me colocou no chão e de mim saiu uma poça de fluidos, resultado do enorme prazer que nos consumiu as forças.
Pegamos toalhas e fomos tomar banho. Ele me ensaboou, me acariciou, e logo já estava pronto para mim outra vez. Dessa vez não pensei duas vezes: me ajoelhei à sua frente e comecei a chupá-lo enquanto a água do chuveiro caía e escorria pelo seu corpo. Bebi a água da sua pele, engoli todo o mastro firme, protuberante diante de mim. Abracei seu corpo e ficamos ali naquele deleite até não aguentar mais. Ele me pegou delicadamente pelos braços, me beijou e saímos do banho. Ele me enxugou como se eu fosse uma criança, passando a toalha por cada centímetro de pele, cada dobra e reentrância. Enxugou meu cabelo e começou a massagear minhas costas. Eu estava completamente relaxada quando ele me deitou de bruços na cama, entreabriu minhas pernas e começou um delicioso beijo grego, me relaxando ainda mais e me deixando tonta de tesão. Eu já começava a me contorcer quando ele besuntou  minha entrada dos fundos com lubrificante e devagar começou a me penetrar ali. Eu me tensionei um pouco, mas logo fui relaxando e deixando que ele avançasse para dentro daquele portal proibido. Logo ele estava todo dentro de mim, e eu podia sentir os seus pelinhos encostando na pele do meu bumbum. Sim, ele estava todo em mim e essa sensação era única. Gemi de prazer. Ele me abraçou e começou um lento vaivém. Minha vagina vazava uma quantidade enorme de lubrificação, molhando toda a cama. Comecei a masturbar meu clitóris. Ele sentiu e começou a mexer mais forte, e eu podia senti-lo até a base dentro de mim. Nossos corpos ondulavam num movimento cadenciado, eu tocava meu clitóris com avidez, o orgasmo cada vez mais perto. Anunciei: Vou gozar, amor!
Ele afundou com ainda mais força, meu corpo estremecia e eu explodi num delicioso orgasmo, seguida imediatamente por ele. Ficamos alguns segundos ainda sob o efeito do prazer, e depois ele saiu de mim e me abraçou, me beijando.
- Te amo.
- Te amo.
E adormecemos assim, abandonados nos braços um do outro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nove coisas sobre Crystal

Tanta gente anda falando 9 coisas de si por aí. Sei que é uma corrente, mas Crystal anda meio quietinha, discreta, não costuma aparecer. Mas hoje decidi fazer um strip tease e tirar nove peças, desnudando minha alma. Nenhum dia melhor do que 09/09.


1- Entre 4 paredes, me dispo, inclusive da máscara;


2- Perdi a virgindade com 14, meu primeiro orgasmo foi aos 11. Mas o último foi o melhor de todos;


3- Quando me apaixono, mergulho de cabeça. Pulo do cérebro num bungee jump direto no meio da barriga. E espanto as borboletas que vivem lá;


4- Já ganhei uma música, e era ruim, mas eu gostei;


5- Descobri que ninguém é mais importante do que o ser que habita o nosso corpo;


6- Amei todos os homens que passaram na minha vida. Até os que não se deitaram comigo. Amei bastante os que fizeram. Mas amo infinitamente o que ainda faz;


7- Sempre me emociona receber flores.Mas um sorriso sincero me emociona mais;


8- Aprendi que o recomeço é sempre libertador. E instigante às vezes;


9- Descobri que o amor às vezes se esconde atrás do inusitado.

sábado, 28 de agosto de 2010

Descanso instantâneo

- Você está cansada?

- Não.

- Está sim.

- Não, não estou.

- Parece que está.

- Não. - (beijo) - Pronto, pra você ver que não estou cansada.

- Nah, você ainda parece cansada.

(risos)

- Tá, to cansada...

- Vem cá.

- Me beija... Ahhhhh... amor... huumm, que gostoso...


Isso se chama descanso instantâneo.

Lar, doce doce lar...

Há muito tempo não era tão bom voltar pra casa. Na verdade, fazia um bom tempo em que eu não sentia aquela vontade doida de sair logo do trabalho e voltar pra casa. Pra ser mais exata, nem sei mais a quanto tempo eu preferia ficar em casa a ir trabalhar. E esse era um dia assim. Eu saí muito a contragosto de casa pro trabalho, deixando ainda na cama aquele moço que me tinha feito perder a cabeça minutos atrás. E era muito, muito ruim sair debaixo dos seus lençóis. Mas eu tinha que ir. Já fazia 3 dias que eu não aparecia no trabalho e se eu sumisse por mais um dia, teria problemas.
As horas custavam a passar, cada minuto parecia uma eternidade e eu não sabia mais o que fazer para o tempo voar, como os aviões que iam e vinham lá fora.

Na hora que saí, o coração aos pulos, fui correndo para casa, ansiosa de saudade e desejo. Meu coração batia acelerado e minhas pernas, essas queriam sentir de novo aquele corpo se encaixar entre elas.
Cheguei em casa e encontrei meu amor assistindo tv na sala. Ele me recebeu com um sorriso lindo. Eu joguei tudo pro lado e me deixei cair ao seu lado, enchendo sua boca de beijos. Se apenas 6 horas eram capazes de despertar tanta saudade, como seria depois que ele se fosse? Eu não queria pensar nisso, não naquela hora. Só queria beijá-lo, enchê-lo de carinhos, amá-lo mais uma vez e mais uma e mais uma...

Chutei os sapatos pra longe, ele arrancou minha blusa e beijou meu pescoço, meus ombros, me chamou de vadia. Eu ri, e abri os botões do jeans, olhando pra ele, convidando.
Ele entendeu o recado, arrancou também minha calça, calcinha e tudo, inclinou-se e beijou meu sexo como se beijasse minha boca. Sua língua invadiu cada dobra quente e úmida, cada vez mais úmida e mais quente, passeou explorando a geografia do meu sexo, bebendo o mel que não parava de brotar dali.
Cada movimento da sua boca me fazia contorcer de tanto prazer. Eu olhava para ele, entretido com a brincadeira e aquilo me excitava ainda mais. - Vem, quero você dentro de mim. - Chamei.
- Isso que você quer, cadela?
- Uhum.
- Nada disso.
Ele me pegou pelo cabelo, num movimento rápido, sentou-se e encaixou meu rosto entre as pernas. - Me chupa, vagabunda! Anda!
Obedeci, feliz.
Eu lambia, colocava tudo na boca, sugava, depois lambia mais, não me cansava de chupá-lo. Ele observava tudo muito sério. Até que pegou delicadamente meu rosto, trouxe-o à altura do seu e me disse: - Você gosta disso, não é?
Assenti com a cabeça.
Ele me jogou no colchão, eu caí espalhada, ele subiu em mim e me penetrou com força. - Toma, vadia, isso que você merece!
Eu gemi, de dor e prazer, e me abri mais, e ele entrou mais e a gente se uniu num corpo só. Cada orgasmo que se sucedia era mais intenso e fazia meu corpo tensionar, estremecer, relaxar.
Não satisfeito ele saiu de repente, e derramou seu leite em minha barriga, vários jatos, alcançando o meu rosto, meu pescoço, enchendo meu umbigo.
Eu, ainda ofegante, o trouxe de volta para cima de mim e o beijei demorado, lambuzando seu corpo todo também. Rimos, beijamos e fomos tomar um banho gostoso, pra eu acabar de chegar em casa e a gente começar a se amar de novo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Beautiful Eyes

Fecho a boca ao me dar conta de estar boquiaberta.
Os olhos mais lindos que já vi, olhavam agora tão somente para mim e o sorriso me acolhia, me atraía direto para os seus braços.
- Não te esperava. - Foi só o que escapou da cabeça, da boca atônita.
E como resposta, um beijo profundo, um abraço inteiro me fez desaparecer dos olhos curiosos.
E as batidas aceleradas aqueceram o corpo, incendiaram o pensamento, incitaram à ação.
- Vamos sair logo daqui. - Disse puxando-o pelo braço. Não fez nenhuma resistência em ser carregado. Veio suave.
Era como ver o mar num dia de sol. Brilho cintilante ante o sorriso que eu não podia mais disfarçar. Mil beijos nos lábios vermelhos, dedos entre os cabelos, a pele quente, arfante... enfim, chegamos.
As bocas coladas misturavam salivas, texturas de línguas, sabores, as peles exalavam suores, perfumes. As mãos não sabiam por onde iam primeiro, nem depois, só passeavam pelos corpos inquietos, inquietas.
Te amo. Te amo. Me beija mais. Mais beijos e roupas arremessadas pelo quarto que era pequeno demais para tanto desejo.
Meu corpo foi coberto de beijos, lambidas, arrepios. Eu queria mexer, queria apertá-lo, mas ele me prendia, imobilizava, e por  mais que eu suplicasse, pouco a pouco me matava de prazer.
Quando me vi livre, abracei, braços e pernas em volta do seu corpo, prendi, puxei. Era ele agora, sobre mim, em mim. Nossos corpos se moviam no mesmo ritmo da música dos nossos gemidos. Então ele começou a me chamar: - Vadia! Cachorra!
Delirei! Só soube responder: - Que é?
- Me solta, sua puta. Quero meter meu pau na sua boca.
Soltei, mas não antes de lhe dar um tranco com as pernas e apertá-lo dentro de mim numa sugada vigorosa.
Ele ainda deu um empurrão forte, e tirou rapidamente, antes que eu pudesse reagir.
Me ajoelhei na cama esperando pelo que viria. Ele me agarrou pelo cabelo direcionando meu rosto até que  este ficasse à frente do seu penis besuntado com a minha própria lubrificação. Tomada de desejo, quis beijar. Ele afastou, ao mesmo tempo que puxou meu cabelo. - Espera, vadia. Só vai me chupar quando eu mandar.
Dito isso, segurou pela base e deu pancadinhas no meu rosto. Eu, com a boca entreaberta, procurava alcançá-lo com a ponta da língua. Algumas vezes, por sorte, conseguia sentir o sal da sua pele.
Ele me soltou o cabelo. Eu tentei chupá-lo. Ele se afastou. Me abraçou carinhoso e me deitou de costas na cama. Eu não sabia o que falar, eu não tinha nada pra falar pra ele naquela hora. Ele me beijou na boca, tocou meus seios, minha cintura, desceu a mão até o poço entre minhas coxas, afundou dois dedos. Tirou. Lambeu. Então ele aproximou sua boca e deslizou a língua vermelha pela abertura ardente do meu sexo. Sua língua passeava com tanta desenvoltura que parecia que já havia estado ali várias vezes. Era realmente delicioso. Delicadamente, segurei aquele penis duro e comecei a acariciar, lento, suave, porém firme. Eu estava em pleno delírio pré gozo quando ele parou de repente, me jogou com força na cama, segurou meus pulsos, afastou minhas pernas com os joelhos e me invadiu de uma vez só. - Puta gostosa! Vou te foder até você gritar. Só que eu já estava gemendo tão alto que toda a vizinhança já sabia desse meu visitante indecente. 
- Então me fode até me arrebentar toda, vamos! AAAhhhh!!! Quase não concluí a frase e explodi num orgasmo violento. Ele enlouqueceu vendo meu rosto distorcido de prazer. Seu corpo teve uma sequência de espasmos e em seguida, com um gemido alto, ele derramou seu leite grosso e quente dentro de mim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

De volta pra casa

Era um dia especial. Eu sabia que a qualquer momento ele viria, então preparava tudo para quando ele chegasse. Tudo limpo, perfumado. Flores, almofadas, tapete, taças.
O vinho estava gelando, o peixe descongelando.
Mal via a hora em que ele estaria ali, comigo. Nos imaginei fazendo amor no tapete, na cama, na escada, em toda parte. Eu só fazia me imaginar fazendo amor com ele, mas até aquele dia, nada acontecera de concreto.
Temperei o peixe, deixei marinar. Comecei a lavar as folhas da salada.
Ouço um som vindo de fora. Palmas. Ele chegou.
Corri para abrir a porta. Lindo e cheiroso como sempre. Meu coração estava aos pulos, meu corpo estremecia, não sei se de nervoso, ou de desejo. Abri o portão para ele, dei o abraço apertado de sempre, o beijo no rosto de sempre, e como sempre, disse que morri de saudades. Entramos.
Anunciei o cardápio do jantar. Ele riu, danou a falar sobre peixe e vinho, sobre acompanhamentos, deu sugestões. Eu vesti o avental e comecei a preparar a salada. Ele chegou por trás de mim, me abraçou. Cheirou meu cabelo e disse que estava cheiroso. Dei a ele o pescoço. Ele desceu o rosto, deslizando a ponta do nariz pela linha da minha orelha, aspirando.
- Hum, cheirosa...
- Gostou?
- Uhum.
- Então cheira mais.
Ele apertou o corpo contra o meu, e inspirou fundo, me causando arrepios.
- Agora beije onde cheirou.
Ele umedeceu os lábios quentes e pressionou em meu pescoço, inspirando com força. Afastou meu cabelo e chegou à nuca, cheirando e beijando. Derreti.
Virei e alcancei sua boca. Nem pude acreditar que tinha aqueles lábios nos meus, aquela língua na minha, e o sabor da saliva era tão perfeito quanto todo o resto.
O beijo foi mágico... Tive que conter os olhos que ameaçavam transbordar, tamanha felicidade que me invadiu.
Nos enroscamos em braços e pernas, quase dois corpos ocupando o mesmo espaço, contrariando toda física que aprendi.
Num fôlego, perguntei:
- Quando você tem que ir?
- Amanhã.
- Que horas?
- À tarde.
- Não temos muito tempo, né?
- Não.
Naquele segundo decidi que não esperaria mais nada. Tomei-o pela mão e me encaminhei para o meu quarto.
Quando ele ameaçou relutar, calei-o com outro beijo.
- Chega de esperar. Agora você vai saber o quanto eu te quero.
- Calm...- Mais beijo. Tirei sua camisa, acariciei os ombros, beijei o pescoço, ombros, peito.
Ele se entregou. A carne é fraca.
Tirei a blusa, beijei mais, avancei em sua direção até fazê-lo se deitar na cama. Observei por um segundo a linha de pelos que se perdia sob a calça. Resolvi segui-la.
É muito bom vê-lo nu, a pele branquinha... que diria ja foi garoto de praia, surfista. Mas já não havia marca de sol na pele. Não resisti e beijei cada centímetro. Ele observava tenso, atônito. Não esperava que um singelo jantar fosse começar desse jeito. Se jogou para trás num espasmo quando sentiu minha língua lamber a ponta rosada e úmida que gritava de desejo. Tirei o short, a calcinha. Ele segurou minhas nádegas com força, como se quisesse tomá-las de mim. Tocou meu sexo plenamente lubrificado e se espantou: - Nossa!
- Isso merece sua boca. Lambe!
O comando foi imediatamente entendido. E que boca esperta! Sabia como nenhuma onde buscar cada gota de néctar.
Chamei seu nome, entre gemidos, sussurros desconexos, pedi mais.
Ele, já totalmente envolvido, me derrubou de costas no colchão, afastou minhas coxas e mergulhou entre elas. Pensei que fosse me penetrar com o corpo inteiro. Sua boca não parava de se deleitar comigo, eu não parava de me deleitar com sua boca. Tive que implorar: - Venha pra dentro de mim. Preciso de você agora!
Ele sugou meus mamilos, arranhou minha carne, deitou sobre mim e me invadiu numa única e certeira investida. Gememos. O encaixe dos nossos corpos era perfeito. Ele tinha sido feito sob medida para mim. Suguei, torci, ele adorou.
Nossos movimentos pareciam ensaiados e talvez tenham sido em outras vidas, pois nosso ritmo era o mesmo, éramos um só.
Os corpos se uniram celebrando o prazer supremo da união das almas.
Agora, mesmo longe, pra sempre tua.

domingo, 6 de junho de 2010

Esse cheiro

Dá água na boca esse cheiro
de canela, pimenta, ou sei lá o que
envolvente, quente
Esse cheiro que cativa, arrepia, enlouquece
Seu cheiro te traz a mim
as mãos, o tato
a pele, o olfato
o lábio, saliva, doce néctar
me viro abelha para beijar
e desmancho entre teus dedos
a me apertar a carne
embriagada de amor
só com
esse cheiro.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mimosa boca errante

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.

Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo."
Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 11 de maio de 2010

Solidão, me erra!

Já faz tanto tempo que ele não aparece...
Dentro de mim o bichinho da saudade faz comichão, cutuca e sussurra no pé do ouvido: "Chama ele, chama..." Mas eu não quero ser chata e deixo o tempo fazer com que a saudade vá comichar lá no peito dele também. E espero.
Nesse meio tempo as pessoas dizem: "Desencana!" Então, como manda o manual da paciência, decidi fazer outras coisas e dar um "Lexotan"ao bichinho da saudade. Até que o bichinho dormiu e eu comecei a tocar a vida em frente. Mas de fato, cada música, cada filme, cada livro causa um agito no sono da saudade e ela quase que acorda de novo. É porque tudo me faz lembrar dele, porque era de tudo que a gente falava e eu nunca me cansei de observar os olhos brilhantes falando sobre qualquer coisa - qualquer coisa.
De noite, na cama, quando o sono demora a vir, é a saudade do seu calor que chega antes. É a memória do seu toque que me excita sob o edredom e o cheiro do seu hálito que ainda faz minha boca salivar.
Ainda é o aconchego do seu abraço que me faz falta nos dias vazios, e também nos dias cheios, quando tudo o que eu queria era tomar uma sopa e falar bobagens com ele. E brincar de origami com guardanapos contando historinhas bobas.
Se eu soubesse que seria assim, teria manchado mais camisas de vinho, só pra ele tirar pra lavar e eu poder recostar no seu peito nu. Teria feito mais massagens e teria chegado mais cedo.
Teria ousado mais, deixando ele me ver de toalha quando saía do banho, teria beijado mais perto da boca, falado mais perto da orelha... Teria ainda deixado que ele soubesse que eu o notava tentando esconder o desejo sob o travesseiro. Teria instigado, teria permitido.

domingo, 18 de abril de 2010

Sonho surreal

Na noite de ontem, após a avalanche de beijos e abraços, de juras e pernas e braços, adormecemos.
E no sonho eu me vi correndo pelo bosque coberto de folhas caídas, rindo alto da sua perseguição. A Luz que do céu atravessava as folhas, chegava ao chão iluminando as partículas suspensas no ar, montando um cenário milagroso para aquele momento.
O seu riso, o som das folhas chutadas e dos galhos pisados eram a trilha sonora perfeita dessa brincadeira de gato e rato que já sabíamos onde iria terminar.
Me escondi atrás de um tronco, e de repente, silêncio. Apenas os insetos e pássaros continuavam a cantoria. Esperei, inspirei. Expirei no susto do súbito aparecimento do seu rosto na frente do meu. Tão próximo que senti o seu hálito a embaçar minha face. Inspiração...expiração, mais rápida, mais acelerada... tentei fugir, mas seus braços fortes me mantiveram imóvel, o corpo de encontro ao tronco fixo no solo. E sua boca conteve o fluxo de ar que insistia no movimento de vai e vem da respiração.
Como a folha que cai do galho na correnteza do rio, me deixei levar. Suas mil mãos me apalparam, barriga, seios, coxas, nádegas e a serpente de fogo da sua língua teimava em queimar as linhas do meu pescoço.
Aos poucos meu corpo derretia de dentro para fora, visto a lava que escorria entre as minhas pernas, e que os seus dedos tentavam inutilmente segurar.
Então, boca com boca, a mão afasta a perna, o seu umbigo áspero encosta na minha pele macia e o seu corpo me invade...e o meu levita.
Entre suores e gemidos, beijos, línguas, cheiros, seu cabelo entre os meus dedos, minhas unhas em suas costas o mundo girando em câmera lenta acelera, acelera, acelera e...explode numa festa de luzes e cores que saem do meu peito trazendo o universo inteiro para comungar do nosso amor.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Uma casa no campo...

Naquela folga um casal de amigos emprestou a casa do sítio. Combinei com meu querido um passeio mas o sítio era surpresa. Quando ele veio me buscar, eu tinha uma sacola com uma garrafa do nosso vinho favorito, pães, frios, algumas frutas secas, leite de soja que ele adora. Pra que essas compras? - Ele me perguntou.
- É pra nós, ora! Vamos, senão a gente vai ter que pegar estrada de noite.
- Estrada?
- Uhum.
Inseri as coordenadas no GPS e chamei: - Vamos?
Sem entender muito o que estava acontecendo ele sentou no lugar do motorista e deu partida.
No caminho ele me perguntou novamente: - Onde estamos indo?
- Uns amigos emprestaram o sítio deles pra eu passar a folga. Vamos pra lá.
Ele sempre gostou da vida simples do campo. Eu sabia disso, por isso planejei esse passeio. Ele sorriu e falou: -Você sempre aprontando...
Não foi difícil achar o lugar, eu já tinha ido lá algumas vezes e conhecia o caminho. Entramos. Ele me ajudou a entrar com as coisas e foi dar uma olhada no lado externo da propriedade. Eu guardei as coisas, coloquei o vinh para gelar e fui ao seu encontro. Ele observava a linha do trem que passava próximo ao rio. O som da água corrente transmitia uma paz infinita. Eu lhe abracei por trás, encostei a cabeça em suas costas e disse a ele que quequeria ficar velhinha ao seu lado, num lugar assim como aquele. Ele só enlaçou meus braços e ficou olhando a água que corria sem parar.

A paz do lugar tomou conta de nós dois e ficamos em silêncio por um longo período, até que a noite começou a cair. Resolvemos ir para dentro da casa antes que aparecesse algum animal. Havia alguns legumes e carne na geladeira, então preparei uma sopa para nós jantarmos. Cada gesto desse me levava de volta ao tempo em que me apaixonei por ele.

Jantamos e bebemos o vinho trazido de casa. Fomos nos deitar na rede para observar o céu estrelado daquela noite de outono. Deitada em seu colo eu me sentia em casa. É como se fosse um reencontro de algo que eu tivesse perdido ha muito tempo. Ele começou a me fazer carinho, eu retribuía massageando seus pés. Ele cmeçou a contar as histórias que ele conhecia da pequena cidade do interior onde havia passado muitas férias quando era criança. A conversa se estendeu por horas, até que o corpo pediu mais do que palavras. Os carinhos ficaram mais intensos, começamos a ficar mais quentes e excitados.

Me virei de frente para ele e me sentei entre suas pernas. Levantei a camisa e beijei deu peito, desenhando com os lábios o contorno dos seus músculos. Ele apanhou minha cabeça e me beijou na boca, com sede. Suas mãos deslizaram por baixo da minha blusa alcançando minha cintura, meus seios. Ele abriu meu jeans e colocou uma das mãos dentro dele. Sentiu que a temperatura lá dentro estava em ponto de ebulição. Então eu tirei o jeans, voltei a pousar sobre o seu corpo apenas de lingerie. Ele gostou do contraste da renda branca com minha pele cor de doce de leite, bronzeada pelo sol. Beijou meu corpo, mordeu meu ombro, beijou meu pescoço. Tirei sua roupa. Ele deabotoou o sutiã e afastou a renda delicada da calcinha para o lado, revelando meus pelinhos. Com as maos, pediu que eu fosse até sua boca. Obedeci, e como prêmio ganhei um delicioso beijo em meu sexo úmido louco de desejo.
Em seguida me coloquei de costas para ele e devagar encaixei seu corpo no meu. Nossos movimentos eram potencializados pelo balanço da rede. O prazer era enorme e o orgasmo iminente. Sabendo disso decidimos ir para dentro da casa. Na sala de jantar havia uma grande mesa de madeira maciça. Ele me abraçou e me guiou até ela, me fazendo sentar no tampo da mesa. Mais uma vez ganhei uma sessão de sexo oral fabulosa. Sua língua quente deslizava por todo o contorno interno da minha intimidade me fazendo estremecer cada vez que passava pelo botão mágico do prazer. Amor, também quero! - Eu disse.
Trocamos de lugar. Ele encostou na mesa e eu gentilmente comecei a sugá-lo. Minhas mãos brincavam em seu corpo, ora acariciando, ora dando leves arranhões. Ele se arrepiava, gemia.
Nesse momento ele me pegou pelos ombros e me fez levantar. Me colocou de frente apoiada no tampo da mesa, me deixando com o bumbum empinado em sua direção. Então me penetrou profundamente, num único movimento eu senti meu corpo preenchido por ele, completo. Gemi. Ele começou a fazer movimentos de vai e vem, eu mexia o quadril para os lados, para cima e para baixo, aproveitando toda a extensão da sua virilidade. Não demorou para que eu tivesse um orgasmo lento e intenso.
Então ele me agarrou pelos cabelos, me puxou para perto dele para sussurrar no meu ouvido: - Sente agora como eu te amo. Acelerou ainda mais e explodiu dentro de mim.

Fazer amor com ele é sempre mágico. A vida com ele é mágica. Ele sabe dosar palavras, carinho, força, ritmo... Por isso eu cada dia estou mais apaixonada.

terça-feira, 30 de março de 2010

Me and You

A hora parecia que tinha parado. Eu olhava o relógio de cinco em cinco minutos e os ponteiros pareciam permanecer no mesmo lugar. Quando chegaria a hora em que nossos olhares se cruzariam novamente? Eu estava ansiosa, as mãos suadas, os pés não paravam quietos. De repente os pensamentes desapareceram com o anúncio da chegada do vôo. Ah, finalmente! A saudade era tanta que eu não consegui mais parar. Ia até o desembarque a todo momento, tentando ver seu rosto no meio da multidão que se aglomerava para pegar a bagagem. Mas quando ele surgiu através da porta de vidro tudo passou. O mesmo sorriso lindo que eu não me cansava de admirar me devolveu a paz. Sorrindo e com lágrimas querendo aparecer nos olhos fui até ele e o abracei demoradamente, como fizemos tantas vezes nos velhos tempos. E disse: “Deus do céu, não imagina quanta saudade eu senti.” Ele respondeu: “Também senti sua falta.” Eu disse: “Vamos, a gente conversa no caminho.” Ele trazia pouca bagagem, rapidamente saímos do terminal e pegamos um taxi para minha casa.
Chegando, ajudei a entrar com as suas coisas, colocando na sala. Ele também deixou as suas coisas no chão e comentou sobre o local: “Ah, não é tão feio quanto você dizia...” Mostrei o pequeno conjugado a ele e disse que podia escolher onde deixar suas coisas. Ele levou tudo até o meu quarto, e depois sentou na cama. Sentei do seu lado e perguntei: “Tá cansado?” Ele disse: “Pra caramba!”
Eu então levantei e disse a ele que esticasse as pernas na cama. Ele tirou os sapatos e obedeceu. Sentei na beirada da cama e num ato casual, tirei suas meias. Ele brincou: “Cuidado com o xulé”. Rimos. Continuei a despir seus pés e com carinho massageei cada um para ajudá-lo a relaxar. Ele falou: “Você ainda sabe fazer massagem.” Então, em tom de brincadeira eu respondi: “E você me deve uma, lembra? Mas agora é a sua vez de relaxar. Quer que pegue água?” Ele aceitou, e enquanto ele bebia a água gelada que lhe trouxe, continuei a massagear-lhe os pés. Aí comentei: “Acho que nunca tinha visto seus pés antes.” “É, acho que não. Mas mostro eles sempre que você quiser me fazer essa massagem.” Rimos de novo. Observando seus pés, a linha dos dedos, vi que eram macios, até mais que os meus, que viviam descalços. Pensei como seria bom aquele fim de semana que ele viajou pra me ver. Imaginei coisas que podíamos fazer juntos, planejei momentos felizes. Deixei a massagem de lado e comecei a simplesmente acariciá-los, sem perceber que meus pensamentos haviam modificado a minha ação. Ele então me resgatou dos pensamentos dizendo: “Que foi?”. Acordei do transe e respondi: “Passei tanto tempo esperando por você que é difícil me livrar dos pensamentos mesmo com você estando aqui perto.” Ele respondeu: “Mas agora eu to.” Deixei seus pés e me sentei ao seu lado, e fiz uma carícia em seu rosto, olhando direto nos seus olhos. “E agora?” perguntei.
“E agora...” Ele não terminou a frase. Colocou a mão na minha nuca e aproximou meu rosto do seu, beijando minha boca. Meu corpo parecia que estava recebendo um choque elétrico. Todo ele vibrava em ondas de prazer e felicidade. Divino, inexplicável. Ao fim do beijo me sentia sedenta de mais beijos. Sentia necessidade do seu corpo. Mordendo o lábio inferior e olhando para ele com cara de garota levada, beijei de novo e dessa vez, abracei também, tocando suas costas, pescoço, ombros. Nos envolvemos completamente e sentimos nossos corpos respondendo positivamente ao instinto natural que nos induzia a seguir em frente.
Tirei sua camisa. Observei seu tórax, seus pelos, sua pele clarinha, olhei de novo seus olhos. Eles mostravam uma mistura de desejo e curiosidade. Beijei sua boca de novo, descendo pelo pescoço em direção ao peito. Acariciei seus pelinhos. Vi o volume sob a calça. Me contive. Tirei o vestido, ficando só com a lingerie rendada que estava por baixo. Ele me pegou e posicionou sobre seu colo, beijando meu pescoço e peito. Olhou com atenção para o sutiã escolhido com cuidado para aquele dia. “Gostei”. E com habilidade abriu o fecho que libertou meus seios para saciar sua vontade. Era bela a visão dele sugando meu mamilo. Eu acariciava seu cabelo e beijava sua testa, descendo para o rosto obrigando-o a abandonar o seio. E beijei sua boca de novo. Eu não me cansava de beijá-lo. Poderia passar o resto dos meus dias beijando sua boca. Ele brincava com os seios e eu comecei a abrir a fivela do cinto, em seguida o botão e o zíper da calça. Sob a cueca branca e macia definia-se o contorno do pênis em pleno estado de excitação. Em princípio observei sem tocar. E retornei o olhar para seu rosto, que era puro desejo. Era isso que eu queria ver. Seus olhos diziam para mim: “Continue”. E eu agradeci a concessão com uma carícia delicada, seguida de beijos suaves em toda a sua extensão. Ele me pegou pelo cabelo querendo mais. Então ajudei a tirar a calça e voltei a me dedicar com mais atenção a ele. Ele então afastou as pernas para que eu me posicionasse entre elas e com cuidado, encaixei a ponta rosada entre os lábios e deixei que deslizasse suavemente para o interior da minha boca. Ele soltou um gemido de prazer. Aquilo foi tão prazeroso para mim quanto para ele. Minha língua explorava toda a extensão de pele distendida pela ereção total, e vi que o sabor da sua pele era tão bom quanto o seu cheiro. E o sabor do líquido transparente que começava a brotar dali era indiscutivelmente o melhor. Eu perguntei: “Posso beber seu leite?” Ele envolvido em êxtase só assentiu com a cabeça. Comecei então a acelerar os movimentos de língua e boca e logo os espasmos do se corpo chegaram, trazendo com eles os jatos do leite que encheram minha boca e de euforia o meu coração. Ele então relaxou, e eu me deitei em seu ombro, sentindo seu cheiro gostoso. Ele me fez cafuné. “Eu não esperava.”, ele disse. “Eu esperei por muito tempo”, respondi. “Espero fazer com que esses dias que você estiver aqui sejam perfeitos em todos os sentidos.” “Você é muito especial, sabia?” Ele me falou. Eu calei. Sabia que seriam momentos breves, embora quisesse estar com ele a vida inteira. Só me aninhei no seu colo e adormeci.
Despertei com beijos na barriga, no umbigo, no baixo ventre. Minha libido também despertou. Ele estava “ali embaixo” afastando minha calcinha e beijando os pelos que cobrem a região. Quando viu que eu tinha acordado se deteve um tempo e sorriu. “O gosto aqui é bom!” Ri uma risada gostosa e me entreguei às suas carícias, chegando ao clímax em poucos minutos. “Me beija.” Trocamos nossos sabores íntimos naquele beijo. Meu corpo implorou pelo seu e então ele me penetrou e eu senti como se meu corpo fosse invadido de vida, de amor. Intenso como nascer e morrer. Nossos corpos suavam mas não queríamos mais parar. A cada movimento aumentava nosso prazer e o simples fato de ver seu rosto e constatar que estava dando a ele tanto prazer quanto ele dava a mim, me fez explodir num orgasmo sem dimensões, finalmente libertado após estar guardado por tanto tempo. “Meu amor, não dá mais pra esperar. Ahhhhh...hummm, delícia.” Ele ficou apoiado pelas mãos, observando meu rosto repleto de prazer. Olhei seu rosto, ele estava quase lá também. Vi que de repente seus movimentos passaram a involuntários e pude sentir o orgasmo que dominou seu corpo por alguns segundos. Senti uma onda de alegria me invadir. Eu amava aquele homem. Ele agora era meu homem também. E eu era sua mulher. Só sua. Exaustos, ficamos deitados um ao lado do outro, em silêncio, esperando retornar a coordenação do corpo. Ele me fez carinho no braço sem dizer nada. Mas eu sabia que no seu pensamento havia o mesmo temor do meu. Então eu disse: “Quer saber, se você tem que ir, vamos aproveitar enquanto você está aqui. Vem, toma banho comigo?” Estendi-lhe a mão e o levei comigo para um gostoso e revigorante banho.