terça-feira, 30 de março de 2010

Me and You

A hora parecia que tinha parado. Eu olhava o relógio de cinco em cinco minutos e os ponteiros pareciam permanecer no mesmo lugar. Quando chegaria a hora em que nossos olhares se cruzariam novamente? Eu estava ansiosa, as mãos suadas, os pés não paravam quietos. De repente os pensamentes desapareceram com o anúncio da chegada do vôo. Ah, finalmente! A saudade era tanta que eu não consegui mais parar. Ia até o desembarque a todo momento, tentando ver seu rosto no meio da multidão que se aglomerava para pegar a bagagem. Mas quando ele surgiu através da porta de vidro tudo passou. O mesmo sorriso lindo que eu não me cansava de admirar me devolveu a paz. Sorrindo e com lágrimas querendo aparecer nos olhos fui até ele e o abracei demoradamente, como fizemos tantas vezes nos velhos tempos. E disse: “Deus do céu, não imagina quanta saudade eu senti.” Ele respondeu: “Também senti sua falta.” Eu disse: “Vamos, a gente conversa no caminho.” Ele trazia pouca bagagem, rapidamente saímos do terminal e pegamos um taxi para minha casa.
Chegando, ajudei a entrar com as suas coisas, colocando na sala. Ele também deixou as suas coisas no chão e comentou sobre o local: “Ah, não é tão feio quanto você dizia...” Mostrei o pequeno conjugado a ele e disse que podia escolher onde deixar suas coisas. Ele levou tudo até o meu quarto, e depois sentou na cama. Sentei do seu lado e perguntei: “Tá cansado?” Ele disse: “Pra caramba!”
Eu então levantei e disse a ele que esticasse as pernas na cama. Ele tirou os sapatos e obedeceu. Sentei na beirada da cama e num ato casual, tirei suas meias. Ele brincou: “Cuidado com o xulé”. Rimos. Continuei a despir seus pés e com carinho massageei cada um para ajudá-lo a relaxar. Ele falou: “Você ainda sabe fazer massagem.” Então, em tom de brincadeira eu respondi: “E você me deve uma, lembra? Mas agora é a sua vez de relaxar. Quer que pegue água?” Ele aceitou, e enquanto ele bebia a água gelada que lhe trouxe, continuei a massagear-lhe os pés. Aí comentei: “Acho que nunca tinha visto seus pés antes.” “É, acho que não. Mas mostro eles sempre que você quiser me fazer essa massagem.” Rimos de novo. Observando seus pés, a linha dos dedos, vi que eram macios, até mais que os meus, que viviam descalços. Pensei como seria bom aquele fim de semana que ele viajou pra me ver. Imaginei coisas que podíamos fazer juntos, planejei momentos felizes. Deixei a massagem de lado e comecei a simplesmente acariciá-los, sem perceber que meus pensamentos haviam modificado a minha ação. Ele então me resgatou dos pensamentos dizendo: “Que foi?”. Acordei do transe e respondi: “Passei tanto tempo esperando por você que é difícil me livrar dos pensamentos mesmo com você estando aqui perto.” Ele respondeu: “Mas agora eu to.” Deixei seus pés e me sentei ao seu lado, e fiz uma carícia em seu rosto, olhando direto nos seus olhos. “E agora?” perguntei.
“E agora...” Ele não terminou a frase. Colocou a mão na minha nuca e aproximou meu rosto do seu, beijando minha boca. Meu corpo parecia que estava recebendo um choque elétrico. Todo ele vibrava em ondas de prazer e felicidade. Divino, inexplicável. Ao fim do beijo me sentia sedenta de mais beijos. Sentia necessidade do seu corpo. Mordendo o lábio inferior e olhando para ele com cara de garota levada, beijei de novo e dessa vez, abracei também, tocando suas costas, pescoço, ombros. Nos envolvemos completamente e sentimos nossos corpos respondendo positivamente ao instinto natural que nos induzia a seguir em frente.
Tirei sua camisa. Observei seu tórax, seus pelos, sua pele clarinha, olhei de novo seus olhos. Eles mostravam uma mistura de desejo e curiosidade. Beijei sua boca de novo, descendo pelo pescoço em direção ao peito. Acariciei seus pelinhos. Vi o volume sob a calça. Me contive. Tirei o vestido, ficando só com a lingerie rendada que estava por baixo. Ele me pegou e posicionou sobre seu colo, beijando meu pescoço e peito. Olhou com atenção para o sutiã escolhido com cuidado para aquele dia. “Gostei”. E com habilidade abriu o fecho que libertou meus seios para saciar sua vontade. Era bela a visão dele sugando meu mamilo. Eu acariciava seu cabelo e beijava sua testa, descendo para o rosto obrigando-o a abandonar o seio. E beijei sua boca de novo. Eu não me cansava de beijá-lo. Poderia passar o resto dos meus dias beijando sua boca. Ele brincava com os seios e eu comecei a abrir a fivela do cinto, em seguida o botão e o zíper da calça. Sob a cueca branca e macia definia-se o contorno do pênis em pleno estado de excitação. Em princípio observei sem tocar. E retornei o olhar para seu rosto, que era puro desejo. Era isso que eu queria ver. Seus olhos diziam para mim: “Continue”. E eu agradeci a concessão com uma carícia delicada, seguida de beijos suaves em toda a sua extensão. Ele me pegou pelo cabelo querendo mais. Então ajudei a tirar a calça e voltei a me dedicar com mais atenção a ele. Ele então afastou as pernas para que eu me posicionasse entre elas e com cuidado, encaixei a ponta rosada entre os lábios e deixei que deslizasse suavemente para o interior da minha boca. Ele soltou um gemido de prazer. Aquilo foi tão prazeroso para mim quanto para ele. Minha língua explorava toda a extensão de pele distendida pela ereção total, e vi que o sabor da sua pele era tão bom quanto o seu cheiro. E o sabor do líquido transparente que começava a brotar dali era indiscutivelmente o melhor. Eu perguntei: “Posso beber seu leite?” Ele envolvido em êxtase só assentiu com a cabeça. Comecei então a acelerar os movimentos de língua e boca e logo os espasmos do se corpo chegaram, trazendo com eles os jatos do leite que encheram minha boca e de euforia o meu coração. Ele então relaxou, e eu me deitei em seu ombro, sentindo seu cheiro gostoso. Ele me fez cafuné. “Eu não esperava.”, ele disse. “Eu esperei por muito tempo”, respondi. “Espero fazer com que esses dias que você estiver aqui sejam perfeitos em todos os sentidos.” “Você é muito especial, sabia?” Ele me falou. Eu calei. Sabia que seriam momentos breves, embora quisesse estar com ele a vida inteira. Só me aninhei no seu colo e adormeci.
Despertei com beijos na barriga, no umbigo, no baixo ventre. Minha libido também despertou. Ele estava “ali embaixo” afastando minha calcinha e beijando os pelos que cobrem a região. Quando viu que eu tinha acordado se deteve um tempo e sorriu. “O gosto aqui é bom!” Ri uma risada gostosa e me entreguei às suas carícias, chegando ao clímax em poucos minutos. “Me beija.” Trocamos nossos sabores íntimos naquele beijo. Meu corpo implorou pelo seu e então ele me penetrou e eu senti como se meu corpo fosse invadido de vida, de amor. Intenso como nascer e morrer. Nossos corpos suavam mas não queríamos mais parar. A cada movimento aumentava nosso prazer e o simples fato de ver seu rosto e constatar que estava dando a ele tanto prazer quanto ele dava a mim, me fez explodir num orgasmo sem dimensões, finalmente libertado após estar guardado por tanto tempo. “Meu amor, não dá mais pra esperar. Ahhhhh...hummm, delícia.” Ele ficou apoiado pelas mãos, observando meu rosto repleto de prazer. Olhei seu rosto, ele estava quase lá também. Vi que de repente seus movimentos passaram a involuntários e pude sentir o orgasmo que dominou seu corpo por alguns segundos. Senti uma onda de alegria me invadir. Eu amava aquele homem. Ele agora era meu homem também. E eu era sua mulher. Só sua. Exaustos, ficamos deitados um ao lado do outro, em silêncio, esperando retornar a coordenação do corpo. Ele me fez carinho no braço sem dizer nada. Mas eu sabia que no seu pensamento havia o mesmo temor do meu. Então eu disse: “Quer saber, se você tem que ir, vamos aproveitar enquanto você está aqui. Vem, toma banho comigo?” Estendi-lhe a mão e o levei comigo para um gostoso e revigorante banho.

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