domingo, 18 de abril de 2010

Sonho surreal

Na noite de ontem, após a avalanche de beijos e abraços, de juras e pernas e braços, adormecemos.
E no sonho eu me vi correndo pelo bosque coberto de folhas caídas, rindo alto da sua perseguição. A Luz que do céu atravessava as folhas, chegava ao chão iluminando as partículas suspensas no ar, montando um cenário milagroso para aquele momento.
O seu riso, o som das folhas chutadas e dos galhos pisados eram a trilha sonora perfeita dessa brincadeira de gato e rato que já sabíamos onde iria terminar.
Me escondi atrás de um tronco, e de repente, silêncio. Apenas os insetos e pássaros continuavam a cantoria. Esperei, inspirei. Expirei no susto do súbito aparecimento do seu rosto na frente do meu. Tão próximo que senti o seu hálito a embaçar minha face. Inspiração...expiração, mais rápida, mais acelerada... tentei fugir, mas seus braços fortes me mantiveram imóvel, o corpo de encontro ao tronco fixo no solo. E sua boca conteve o fluxo de ar que insistia no movimento de vai e vem da respiração.
Como a folha que cai do galho na correnteza do rio, me deixei levar. Suas mil mãos me apalparam, barriga, seios, coxas, nádegas e a serpente de fogo da sua língua teimava em queimar as linhas do meu pescoço.
Aos poucos meu corpo derretia de dentro para fora, visto a lava que escorria entre as minhas pernas, e que os seus dedos tentavam inutilmente segurar.
Então, boca com boca, a mão afasta a perna, o seu umbigo áspero encosta na minha pele macia e o seu corpo me invade...e o meu levita.
Entre suores e gemidos, beijos, línguas, cheiros, seu cabelo entre os meus dedos, minhas unhas em suas costas o mundo girando em câmera lenta acelera, acelera, acelera e...explode numa festa de luzes e cores que saem do meu peito trazendo o universo inteiro para comungar do nosso amor.

Um comentário:

Ainda não sei disse...

gostaria de saber, até que ponto é sonho e até que ponto é realidade.

e viva o amor, artigo raro e maravilhoso!