segunda-feira, 5 de julho de 2010

Beautiful Eyes

Fecho a boca ao me dar conta de estar boquiaberta.
Os olhos mais lindos que já vi, olhavam agora tão somente para mim e o sorriso me acolhia, me atraía direto para os seus braços.
- Não te esperava. - Foi só o que escapou da cabeça, da boca atônita.
E como resposta, um beijo profundo, um abraço inteiro me fez desaparecer dos olhos curiosos.
E as batidas aceleradas aqueceram o corpo, incendiaram o pensamento, incitaram à ação.
- Vamos sair logo daqui. - Disse puxando-o pelo braço. Não fez nenhuma resistência em ser carregado. Veio suave.
Era como ver o mar num dia de sol. Brilho cintilante ante o sorriso que eu não podia mais disfarçar. Mil beijos nos lábios vermelhos, dedos entre os cabelos, a pele quente, arfante... enfim, chegamos.
As bocas coladas misturavam salivas, texturas de línguas, sabores, as peles exalavam suores, perfumes. As mãos não sabiam por onde iam primeiro, nem depois, só passeavam pelos corpos inquietos, inquietas.
Te amo. Te amo. Me beija mais. Mais beijos e roupas arremessadas pelo quarto que era pequeno demais para tanto desejo.
Meu corpo foi coberto de beijos, lambidas, arrepios. Eu queria mexer, queria apertá-lo, mas ele me prendia, imobilizava, e por  mais que eu suplicasse, pouco a pouco me matava de prazer.
Quando me vi livre, abracei, braços e pernas em volta do seu corpo, prendi, puxei. Era ele agora, sobre mim, em mim. Nossos corpos se moviam no mesmo ritmo da música dos nossos gemidos. Então ele começou a me chamar: - Vadia! Cachorra!
Delirei! Só soube responder: - Que é?
- Me solta, sua puta. Quero meter meu pau na sua boca.
Soltei, mas não antes de lhe dar um tranco com as pernas e apertá-lo dentro de mim numa sugada vigorosa.
Ele ainda deu um empurrão forte, e tirou rapidamente, antes que eu pudesse reagir.
Me ajoelhei na cama esperando pelo que viria. Ele me agarrou pelo cabelo direcionando meu rosto até que  este ficasse à frente do seu penis besuntado com a minha própria lubrificação. Tomada de desejo, quis beijar. Ele afastou, ao mesmo tempo que puxou meu cabelo. - Espera, vadia. Só vai me chupar quando eu mandar.
Dito isso, segurou pela base e deu pancadinhas no meu rosto. Eu, com a boca entreaberta, procurava alcançá-lo com a ponta da língua. Algumas vezes, por sorte, conseguia sentir o sal da sua pele.
Ele me soltou o cabelo. Eu tentei chupá-lo. Ele se afastou. Me abraçou carinhoso e me deitou de costas na cama. Eu não sabia o que falar, eu não tinha nada pra falar pra ele naquela hora. Ele me beijou na boca, tocou meus seios, minha cintura, desceu a mão até o poço entre minhas coxas, afundou dois dedos. Tirou. Lambeu. Então ele aproximou sua boca e deslizou a língua vermelha pela abertura ardente do meu sexo. Sua língua passeava com tanta desenvoltura que parecia que já havia estado ali várias vezes. Era realmente delicioso. Delicadamente, segurei aquele penis duro e comecei a acariciar, lento, suave, porém firme. Eu estava em pleno delírio pré gozo quando ele parou de repente, me jogou com força na cama, segurou meus pulsos, afastou minhas pernas com os joelhos e me invadiu de uma vez só. - Puta gostosa! Vou te foder até você gritar. Só que eu já estava gemendo tão alto que toda a vizinhança já sabia desse meu visitante indecente. 
- Então me fode até me arrebentar toda, vamos! AAAhhhh!!! Quase não concluí a frase e explodi num orgasmo violento. Ele enlouqueceu vendo meu rosto distorcido de prazer. Seu corpo teve uma sequência de espasmos e em seguida, com um gemido alto, ele derramou seu leite grosso e quente dentro de mim.