sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Delírios

De olhos fechados sinto a presença. O toque de pétala no meu lábio. Doçura.
A mordida, a vontade que acende.
Reconheço o cheiro. Perfume e suor, assinatura sensorial que me instiga, que me agita.
Mordo o lábio, mais uma vez. Morde-me.
Onde estás que não entre meus braços, entre minhas coxas?
Um roçar de pele, acelero.
Dedos sob os cabelos, os pelos sob os meus dedos. Úmido, suor, desejo.
Sinto a língua: macia, morna, molhada. Desliza pelo contorno do meu sexo. Lambe-me.
Em mim, uma força cresce, amplia-se. Excita-me.
E à medida que acelero, batidas, compassos, suspiros,
Me contorço louca, pronta. Penetra-me.
Contigo dentro do copo, dentro da alma, vibro. Explode-me.
Prazer incontido, alegria ilimitada, alívio, paixão.

Um comentário:

Ainda não sei disse...

Estou sem palavras...

Foi a melhor rapidinha que eu já li!