sábado, 11 de dezembro de 2010

Eu, tu, ele.

Pintura em cerâmica grega.
Enquanto ajeitava a liga rendada na coxa, eu pensava: Como será?
Eu estava tensa, preocupada com nossa aventura, nossa tão esperada aventura a três.
O que, no começo era só fantasia, só pensamentos picantes revelados na cama, agora seria pra valer. E eu me vesti pra caçar. Ele pra observar, e curtir. Mas eu estava tomada de ansiedade. Mais uma camada de rímel, perfume, pronto. Vamos?
Ele me olhou de cima a baixo e sorriu. Só. Foi o bastante pra me cobrir de auto confiança, pendurar um sorriso no rosto, pegar a bolsa e sair. Não sem antes um beijo na sua boca e um sussuro: "delícia".
Hora da caça.
O táxi já estava nos esperando. Ele deu as instruções ao motorista e nós seguimos para a boate, esperando que aquela noite nos rendesse experiências inesquecíveis.
Chegando lá, a música era contagiante, o ambiente confortável. Resolvemos ir ao bar. Pedimos uma bebida e com sua mão na minha coxa, começamos a observar a movimentação de pessoas.
Não sei se por efeito do drink, da mão na coxa, da situação inusitada ou por causa de tudo junto, eu estava muito, muito excitada. Até aquele momento não parecia haver ninguém que interessasse tanto assim, e ficamos umas boas horas entre o bar e a pista, ora dançando, ora tirando um sarro, ora bebendo alguma coisa refrescante pra segurar o desejo.
Foi quando parei de olhar para os 180º a nossa volta e, num giro de 360º, encarei o barman. Um louro, de olhos verdes, sorriso e ombros largos e uns braços...
Acariciei meu bebê, indiquei a direção, ele olhou, me sussurrou um "safada", deslizando a mão por baixo do meu vestido e sentindo a umidade. Aprovou. A calça revelava o pênis duro e eu juro por tudo que a minha vontade era de levá-lo para um canto e dar para ele ali mesmo naquela boate. Mas prosseguimos com o plano, e eu fui, sozinha até o barman pedir uma bebida e tentar trazê-lo para a nossa brincadeira. Bebê me observava cada movimento de longe.
àquela hora o bar já estava ficando vazio, as pessoas já tinham se arranjado pela balada e o barman já não tinha mais tanto trabalho. Aproveitei que ele enxugava um copo, me aproximei exibindo o decote e o meu sorriso mais malvado, um olhar em direção do seu quadril, em seguida direto nos olhos e disse: -- Sabe, meu namorado ali fantasia comigo preparando drinks para ele. Seria muito pedir pra eu entrar aí e você me ajudar a preparar um drink para nós?
Ele achou graça do pedido, ficou um pouco desconfiado, mas depois de um olhar 43, um sorriso e uma mordida de lábio, olhou para os lados e me deu o sinal verde.
Diferente do que ele esperava, sentei sobre o bar e deslizei para o outro lado, não sem antes deixá-lo ver que eu não vestia calcinha, apenas as meias 7/8 e a liga rendada sob o vestido. Ele aprovou. De longe, bebê sorriu com a ousadia. Levei o barman até ele e perguntei: -- Olá, gracinha, o que quer beber hoje?
-- Não sei, o que me sugere?
-- Que tal um pouco de leite?
-- Perfeito. Me dirigi ao barman, roçando a coxa entre as suas: -- Me ajuda com isso? -- Claro! E ia se dirigindo ao freezer para pegar o leite de caixinha. Deixei que fosse, pisquei para meu amor e quando ele voltou, peguei uma taça de conhaque, derramei um pouco de leite gelado e falei para ele: -- Obrigada, mas precisamos esquentar um pouco isso aqui. Dito isso, segurei-o pela cintura e lhe beijei. Deslizei as mãos pelo corpo malhado e senti o pênis em ereção. Bom. Segurei ali. Abri o zíper da calça e coloquei para fora, iniciando uma punheta, que meu bebê observava atentamente. Ele dizia, sem tirar os olhos da minha tarefa, que estávamos buscando um parceiro para nós dois naquela noite, que gostamos muito dele, e perguntou o que ele achava da idéia?
O rapaz, entre um espasmo e outro (ele já estava na minha boca), alternando o olhar entre mim e ele, disse que não podia sair antes de fechar e topamos esperar. Acelerei a gostosa mamada e quando percebi que ele iria gozar, peguei a taça com leite, e deixei todo o esperma jorrar dentro dela, dando em seguida, para meu bebê tomar. -- Pronto delícia, aqui está o seu drink.
Ele tomou a taça das minhas mãos, me deu um delicioso beijo de língua e, comigo debruçada no balcão partilhamos aquela bebida especial. O barman se aproximou e encostou o pênis na minha bunda, esfregando e sentindo a minha umidade que escorria por entre as pernas àquela altura.
Voltei para o lado de fora do bar, ficamos por ali conversando com o moço, esperando fechar a boate e liberarem o lindo. Henrique era seu nome. Na saída pegamos um táxi e fomos direto a um motel um pouco afastado dali, bem perto da praia.
Era uma sensação gostosa, eu no meio e os dois acariciando minhas coxas, as duas mãos masculinas manipulando meu sexo já louco de desejo.
Chegamos na suíte. Pedi aos dois que sentassem na cama e tirei o vestido, ficando só com as meias e o sutiã preto. Delicadamente aproximei as duas cabeças em direção aos meus seios e os dois beijaram, cada um o seio que lhe cabia, e eu tocava o penis de cada um, com cada uma das mãos. Uma deliciosa brincadeira de simetria. Em seguida afastei os seios, aproximei as bocas e vi os dois se beijando. Ajoelhei e comecei a beijar os dois pênis duríssimos, alternadamente.
Ele sentou mais para o meio da cama enorme, eu fui de gatinho até ele e encaixei meu corpo no seu. Gemi alto. Comecei a rebolar devagar. Chamamos o moço. Ele veio, me beijou, acariciou meus seios.
Vestiu uma camisinha, lubrificou meu cuzinho e iniciou uma penetração dupla. Eu estremecia de tanto tesão. Aquilo era simplesmente delicioso! Quando os dois estavam perfeitamente encaixados em mim, pude sentir seus vaivém. Seus corpos suados se deleitavam com o meu, e eu com os deles. Fui possuiída por um orgasmo poderoso que me deixou sem pernas, nem braços, nem nada. Bebê me pegou ainda mole, me deitou de lado e se encaixou entre as minhas pernas. Disse a Henrique: -- Olha isso. E iniciou uma série de estocadas rápidas e fortes, que me levaram a um orgasmo instantâneo. Eu fiquei louca. Mas as baterias recarregaram na hora, e trocamos de lugar. Agora era Henrique que estava embaixo e ele por trás. Eles meteram gostoso até me fazer gozar de novo.
Meu querido me abraçou. Eu estava ofegante, suada, cabelos grudados nas costas. Ele afastou meu cabelo, beijou meu pescoço, provocando um arrepio e me disse baixinho: -- Divide comigo agora, gostosa?
Eu ri. --Claro, meu amor...
Inclinei o corpo para Henrique, que me beijou gostoso. Então disse: -- Cuida dele pra mim?
Ele também riu. Beijei-o novamente, e ele saiu debaixo de mim. Então me deitei de costas. Eu estava ansiosa pra ver e sentir aquele momento. A adrenalina corria em jatos pelas veias. Agarrei meu bebê pelos cabelos e, entre um beijo, uma mordida e outro beijo disse: -- Me fode.
Ele me penetrou com força. Eu gemi alto. -- Gostosa! -- Tesão! Vem, Henrique...
O moço chegou perto, com os dedos besuntados de lubrificante, preparou meu bebê e foi penetrando-o primeiro devagar, depois, num só movimento, arrancando dele um grito de prazer.
Era uma sensação nova, deliciosa. Ver meu lindo louco de prazer foi a coisa mais incrível daquela noite. Eles me pressionavam o corpo, empurrando. Aqueles dois homens, interconectados, ligando-se em mim pelo meu homem... seus pesos, suores, gemidos, tudo se juntou num caleidoscópio de prazeres e eu delirei, nós deliramos. Gozamos em sequência: Bebê, eu e Henrique.
Ficamos exaustos.
Henrique foi tomar banho, eu fiquei acariciando meu lindo, na cama, beijando-o e mimando-o. Cada vez mais apaixonada.
Quando Henrique retornou, fomos tomar banho. Já era manhã. Deixamos Henrique dormindo, pagamos a conta e fomos para casa descansar, só nós dois, encaixados, abraçadinhos como sempre.


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